Sistema de cores para TV Digital – esclarecendo esta e outras questões de compatibilidade
Olá pessoal!
Temos recebido algumas perguntas a respeito do interesse de alguns de nossos leitores internautas em relação a aquisição de aparelhos de TV no exterior – mais especificamente das tecnologias de plasma e LCD, para que possam captar dentro de alguns meses os sinais digitais do novo padrão ISDTV de televisão digital brasileira.
A pergunta principal refere-se ao fato da compatibilidade com o sistema de cores – fazendo-se a antiga comparação do atual sistema de transmissão analógica brasileiro no padrão PAL-M para com os sistemas de outros países, como o NTSC, PAL-G, SECAM e etc.
Essa comparação para efeito de compatibilidade era realmente necessária, já que até poucos anos atrás, não era comum (como acontece hoje) um televisor possuir sintonizadores para vários sistemas de cores embutidos no próprio aparelho. Um televisor trazido dos EUA tinha a necessidade de ser “transcodificado” ou “convertido” de alguma forma do sistema americano NTSC para o brasileiro PAL-M por meio de um conversor externo (uma caixa conversora) ou através da inclusão de um circuito eletrônico que era embutido na placa eletrônica de sintonia dentro do aparelho televisor. Esta conversão era necessária também para os muitos aparelhos de videocassete – na década de 80 e começo da década de 90 vindos do Japão – que geralmente chegavam através da famosa fronteira paraguaia. Aparelhos televisores de outros sistemas – como o SECAM vindos da França também necessitavam passar por esta conversão. Não me lembro exatamente qual eram os sistemas, mas alguns destes outros sistemas de cores eram extremamente complexos para realizar a conversão – até pelo menos uma década atrás, já que a digitalização (de algumas partes internas apenas) dos aparelhos de TV era insignificante em relação ao que temos hoje. Mas este problema de compatibilidade em relação “ao sistema de cores” já faz parte da história que será contada para as futuras gerações…
Os problemas de compatibilidade da TV Digital são outros
Os problemas de compatibilidade entre os diversos sistemas digitais, como o ATSC, DVB e ISDB por exemplo, estão ligados a outros fatores. O sistema de cores deixou de ser o grande problema de compatibilidade que havia no passado.
A digitalização do sistema de TV “poderia” e pode resolver problemas de compatibilidade absolutamente por questões técnicas que existiam no passado. Ocorre que os interesses atuais são absolutamente financeiros e não mais técnicos como ocorria até poucas décadas atrás. Devido a estes quesitos financeiros, foram criadas barreiras artificiais para garantir o famoso lobby entre os grandes fabricantes, os governos e as emissoras de TV. Se não fosse isso, teriamos um padrão único com o melhor de todas as tecnologias digitais existentes atualmente e possivelmente geridos por um órgão como o IETF e IEEE que respectivamente padronizam os sistemas para a Internet e para equipamentos eletrônicos em geral.
As principais barreiras artificiais de compatibilidade para os sistemas de TV Digital são:
- compatibilidade de freqüências – Como no rádio, cada emissora de TV possui uma freqüência única para a transmissão do vídeo + audio. No sistema ISDB japonês (o mesmo que será utilizado aqui no Brasil), o plano de frequências será o mesmo da atual TV analógica – a freqüência do canal 2 analógico será a mesma do canal 2 digital (55,25 MHz para vídeo e 59,75MHz para audio). Para a recepção dos canais, será necessário que o sintonizador do aparelho de TV possa trabalhar na mesma freqüência que as emissoras locais estejam transmitindo suas programações – como no exemplo do canal 2 acima. Se um televisor trazido do exterior possuir compatibilidade com as faixas de freqüência no Brasil (nas bandas de VHF, UHF e UHF cabo), será possível sintonizar os canais. Mas outras características de compatibilidade deverão ser rigorosamente casadas – descritas nos itens abaixo. Para o leitor saber quais são as freqüências utilizadas em cada país, veja Freqüências dos Canais de Televisão extraído da Wikipedia.
- codificação de vídeo - Esta é uma das partes mais delicadas de compatibilidade entre os sistemas. Inicialmente o sistema brasilieiro iria utilizar a codificação MPEG-2. No documento mais atualizado divulgado pelo CPQD, cogita-se a mudança para o MPEG-4 (melhor, mas incompatível com o MPEG-2). Se um aparelho trazido do exterior suportar somente MPEG-2, não será possível utilizar o televisor em modo digital pleno devido a esta feature básica não suportada pelo aparelho. Ainda é muito cedo para afirmar com certeza qual será ou serão os codecs suportados, pois nem o próprio governo e as instituições envolvidas ainda não bateram o martelo sobre qual será o padrão de vídeo de fato a ser utilizado. A compatibilidade do codificador de vídeo é fundamental, pois é este componente que compatibiliza o sinal codificado enviado com o sinal que será decodificado no aparelho de TV para que a imagem seja produzida exatamente como foi gerada na transmissão – a imagem e também a informação referente ao sistema de cores do padrão MPEG por exemplo.
- codificação de audio - tal como o vídeo, o sistema de codificação do audio passa pelo mesmo dilema. A especificação mais atual do CPQD diz que o escolhido até o momento (se não mudou ainda) é o MPEG-1 Layer II. Se o aparelho trazido de fora possuir somente o suporte para o codec MPEG AAC ou AC-3 (que são incompatíveis com o MPEG), também ocorreram problemas de compatilidade. Se o televisor possuir suporte a múltiplos tipos de codicação MPEG (como tipo 1 e 2 e várias camadas), possivelmente o aparelho irá funcionar no Brasil. Como dito no item anterior, ainda é muito cedo para dizer qual será o escolhido.
- modulação do sinal - a modulação é o estágio onde o sinal de vídeo já processado pelo codificador de vídeo é “empacotado” na devida freqüência para ser enviado para os vários sistemas de transmissão – que neste caso estamos falando da transmissão via ar (atmosférica) – tem de ser compatível com o televisor. Como o sistema ISDB-T brasileiro utiliza a modulação chamada COFDM segmentada, o aparelho necessariamente deverá suportar esta modulação para receber o sinal de TV através das ondas eletromagnéticas pelo ar – através da antena. Se o aparelho utilizar outro tipo de modulação, como o VSB (do padrão de TV ATSC americano), não será possível captar os sinais digitais diretamente pelo televisor. Para o caso dos sinais vindos através da TV a cabo ou via satélite, haverá a necessidade do conversor – seja da operadora de TV a cabo ou do conversor de freqüência do satélite que também necessitarão ser compatíves com a modulação de entrada do novo TV Digital. Esta é uma questão também delicada, pois “teoricamente”, só serão suportados (até certo ponto) somente aparelhos de TV trazidos do Japão ou de outro país que venha a utilizar o mesmo sistema – utilizando o mesmo padrão de modulação.
Mesmo para nós que somos especialistas, ainda há várias perguntas com meia respostas – ou mesmo sem respostas, devido ao fato de que ainda não foram definidas as especificações finais do sistema brasileiro de televisão digital. Este post visa apenas fornecer algumas dicas para facilitar “um pouco” o entendimento de quem tem dúvidas em relação a compatibilidade entre sistemas e os possíveis problemas que poderão ser evitados na tentativa de se adquirir aparelhos de TV Digital em outros países para serem utilizados no Brasil.
A palavra que devemos levar em conta neste momento é “cautela”. Como eu disse no começo, os padrões visam criar barreiras artificiais para criar fronteiras até onde um equipamento pode ou não ser utilizado fora de seu país de origem. Os leitores devem saber que nos principais países onde são produzidos estes equipamentos eletrônicos (Japão, China, Malasya, Taiwan e outros exportadores), há linhas específicas de montagem para cada país onde serão exportados tais equipamentos – seguindo todas as especificações para funcionar adequadamente em relação às normas estabelecidas de cada país. Os modelos de TV geralmente vendidos nas lojas destes e outros países são para consumo doméstico, pois o televisor é um dos poucos equipamentos que ainda possui várias barreiras relativas a especificações técnicas que limitam sua utilização em outros países – que ocorre ainda no sistema analógico, e continuará a ocorrer no sistema digital, mas por questões diferenciadas.
Devido à grande concorrência e o barateamento de circuitos eletrônicos com alta capacidade de funções embutidas, poderão existir no futuro aparelhos de TV a serem vendidos no exterior com capacidade de multi formatos – suportando várias freqüências, vários padrões de modulação, codecs de audio e vídeo, entre outras funções. Isso ocorreu com os aparelhos gravadores de DVD para computador, além dos leitores de DVD atuais – que acabaram “quebrando” a barreira das regiões para controlar a venda de DVDs dentro de cada região estabelecida.
Aproveite e faça sua pergunta ou teça sua opinião sobre este post, para que possamos gerar mais questões interessantes sobre as inúmeras dúvidas que estão por vir.

Gostei do que li ,pois sem rodeios foi esclarecedor, sóque tarde demais,já comprei em Portugal um Lcd
e tb. ja liguei para um tecnico em Recife que me disse que o problema seria solucionado ,através de ligação de gravador de Vídeo digital.logicamente funcionará com o NTSC comum aos dois Será?
as definições dos ítens digitais actualmente já estão definidas? agradeço as dicas que possam ser prestadas Obrigado João
ola,gostei da materia mais ,ainda nao esclareceu minha duvida.adquiri um lcd sansung 560 32 polegadas em portugal e vou mandar para o Brasil.o vendedor disse que a tv esta progaramada com o sistema de transmissao.e que era so eu mudar na configuraçao dela.pois pretendo usar no brasil. agradeço e muito obrigado
comprei um dvd portátil com tv digital no sistema atsc nos USA e não funciona aqui, existe algum tipo de conversos para este sistema? Um pen tv para pc ou notebook resolveria e eu poderia assistir tv em um dvd portátil?
eu neli comprei um teve lcd em portugual e queria saber qual e o jeito mais facil que tem para resolver o problema de audio e video a teve nao tem som e nem cor procurei uma eletronica e mandarao colocar um video cassete mais nao resolveu entao falarao que so o converso resolveria isso resolve mesmo esse converso agente pode compra e estalar ou so uma assistencia preparada para isso pofavor esclareça minhas duvidas
Muito honesto e esclarecedor o seu comentario, porem a ninha dúvida é quanto a tv a cabo (NET) que ao contrario da SKY, não transmite nas duas versões PAL-M e NTSCN. Acabo de adquirir via paraguay uma tv de led e como a minha assinatura é da NET, só vejo em p&b. Tem achei nada na tv que pudesse ser configurado para resolver e achei muito estranho por ser uma tv moderna: Sansung led de 55 polegadas. Aceito ajuda!!!!
Obrigado.
Isaac De oliveira
gostaria de saber se minha televisao funciona no brasil,comprei na inglaterra o sistema dela interno e : digital:dvb-t,dvb-c,dvb-t2,analogico:pal,secam,ntsc-4.43,ntsc-3.58,pal60
colour video system:digital:mpge-2 mp@ml,mpeg-4,h.264/avc mp@l3,mp@4.0,hp@4.o, este ai sao os dados internos da minha televisao, e um modelo novo, full hd de 40 polegadas, full hd 1080,e ela de higth definition ou seja traduzindo de alta definicao, gostaria se ela com toda esta configuracao era ira funcionar ai no brasil sem tem que fazer alguma modificacao, de codificacao, ficarei agradecido se me ajudarem, grato, anderson
eu quero compra um ( wii complete plus pack (preta) sendo que na caixa esta escrito (PAL 7) ELE VAI VIM DE PORTUGUAL………… OS JOGOS INCLUIDOS SÃO 2 JOGOS (WII SPORTS RESORT+ WII SPORTS) WII FIT PLUS + BALANCE BOARD……. EU QUERIA SABER SE ESSES JOGOS OU O PROPRIO Wii FUNCIONA EM RECIFE!! ALGUEM PODE MIM INFORMA POR FAVOR??????
Olá pessoal, estou tbm tendo dificuldades na programação da minha tv samsug de 32 ” led, recentemente trasida do paraguay, pois o dvd video game instalados nela funcionam normalmente cores normal ja quando passo aos canais da antena parabólica tbm sintonizam normalmente so ñ tem cor, ou melhor cor tem so preto e branco. alguem pode me ajudar, o que devo fazer.
abrigado