Como assistir TV e vídeos no computador – parte 3

Neste novo post da série Como assistir TV e vídeos no computador vamos analisar e levantar os principais componentes necessários para se obter sucesso em assistir a tudo de interessante que a Internet tem a nos oferecer. Este é o terceiro capítulo da série, onde trataremos sobre “O que é necessário para assistir vídeos em meu computador e via Internet

Se você não acompanhou as duas primeiras partes, veja os links abaixo:

Preliminares

Qual o computador que você tem?

Bom, eu tenho um PC velinho, de uns 4 anos atrás que foi comprado de segunda mão, rodando uma versão de Windows que não sei qual é.

Possivelmente essa será a reposta de muitas pessoas. Mas não se sinta como um peixe fora do aquário, pois há computadores e sistemas mais antigos ainda, e tantos outros que estão anos luz na frente da minha e da sua situação. Entretanto, em grande parte dos casos, é possível utilizar micros mais antigos – com mais de 5 ou 6 anos para se ter acesso ao conteúdo de vídeos na Internet. Felizmente, quando falamos em relação ao audio (webradios, músicas, podcasts, etc…), é possível se utilizar de máquinas até bem mais antigas. Se este for o seu caso e por isso deseja se livrar de seu computador, não se desespere, vá com calma. Muitas máquinas de pouco mais de 3 anos (Pentium 4, Celerons mais parrudos e AMDs Athlon, por exemplo) estão ficando bem mais baratas (menos de R$500,00), e já permitem rodar vídeos normalmente, desde que acrescidas de pelo menos 256Mbytes de memória RAM – 512Mb é o recomendável. Essas máquinas mais antigas, acrescidas com alguns componentes mais novos, como placas de vídeo mais robustas (se necessário), já estarão prontas para a Convergência Digital, ou seja, ter disponível dados, audio e vídeo ao mesmo tempo.


Requisitos mínimos

Para assistir vídeos através de streaming video (carregamento do vídeo online – ex: YouTube, Metacafe, TerraTV, entre outros), são necessários os seguintes requisitos mínimos:

  1. O microcomputador com clock entre 800MHz (megahertz) e 1GHz (gigahertz) – que é a frequência do processador; seja das marcas AMD, Intel, Via ou equivalente. Esta é a recomendação mínima para não se ter dores de cabeça na hora de assistir videos em modo streaming. Configurações mais modestas funcionam em alguns casos, como PCs antigos de 500MHz ou um pouco mais, mas depende muito da placa mãe, da instalação do sistema operacional, da quantidade de memória, espaço em disco, entre outras variáveis. Para garantir um funcionamento satisfatório para a maioria dos sites (utilizando os formatos mais comuns), o recomendável é um processador com 1GHz em diante – para a atual geração dos vídeos (base – Março/2008). Uma ressalva: Como dito anteriormente, alguns PCs com menor capacidade de processamento funcionam bem devido a outros fatores, como a marca e modelo das placas mãe ou mainboard (a placa principal do PC). O mercado foi invadido a alguns anos atrás pelos mais diversos tipos de mainboard vindas do exterior: remanufaturadas, de baixa qualidade, com problemas menos perceptíveis, etc. Por este motivo, alguns PCs com configurações semelhantes funcionam bem, mas em outros casos, tem seu desempenho comprometido pela qualidade da construção destas placas mãe de baixa qualidade. O mesmo fenômeno ocorre também com as placas mãe mais recentes, mas é menos perceptível, devido às altas freqüências (na casa dos GigaHertz) em comparação com as gerações anteriores, que trabalhavam na faixa de MegaHertz. Equipamentos Macintosh não serão analisados neste quesito, pois possuem uma série de configurações de um passado distante, que dificulta a análise. Se você quiser tirar alguma dúvida específica, comente este arquivo e iremos analisar os casos particulares em relação às máquinas da Apple.
  2. Pelo menos 256Mbytes de memória RAM. O indicado é 512Mbytes ou mais. O pior caso é quando se utiliza os sistemas Windows, pois consomem mais memória em comparação ao Linux. Sistemas Macintosh possuem suas particularidades, mas neste quesito, trabalham na mesma faixa. Atualmente estamos vivenciando um ótimo momento para a compra de memórias. Por exemplo, já é possível adquirir a quantidade de 1Gigabyte de memória pelo valor aproximado de R$100,00 (cem reais) – para as memórias de tecnologia mais recente.
  3. Uma placa de vídeo com pelo menos 32Mbytes de memória – na placa ou compartilhada da memória principal. É recomendável pelo menos 64Mbytes, mas funciona relativamente bem na resolução de 320×240 (utilizada na grande maioria dos sites). Placas mais antigas offboard (ou seja, cartões dedicados somente ao processamento de vídeo e separados da placa mãe) ou mesmo onboard (embutidos na placa mãe) de tecnologia mais antiga – com 16Megabytes ou menos, poderão apresentar problemas no funcionamento. Existem muitos e muitos modelos de placas e marcas de chipsets (chips dedicados de vídeo), por isso não é possível afirmar qual modelo específico irá funcionar. Além da quantidade de memória, a velocidade de processamento dos chipsets mais antigos é de fundamental importância. Se as imagens surgirem com freezes constantes (congelamentos), incompletas, com baixa qualidade entre outros problemas, há um possível sintoma de falhas de processamento, devido a um componente antigo – caso a placa esteja funcionando corretamente na exibição dos outros programas do computador. Tal como a velocidade do processador, este item é de fundamental importância para o funcionamento correto dos vídeos no computador.
  4. Uma conexão de banda larga com pelo menos 256kbps kilobits/segundo com tecnologia ADSL, LAN compartilhada, cable modem, WI-FI ou GSM/EDGE/3G. O próprio YouTube recomenda 500kbps ou mais, no entanto, esta não é a realidade para a maioria dos brasileiros. Aqui vem uma dica: Na maioria dos sites que trabalham com vídeo streaming sob demanda (que já foi gravado, não sendo ao vivo), é possível apertar a tecla PAUSA (marcada geralmente por duas barras || ) e deixar carregar o arquivo de vídeo para a memória – processo chamado de buffering. A barra de carregamento do vídeo estará se deslocando da esquerda para a direita o que mostra que o vídeo está sendo carregado. Após 3 a 5 minutos de carregamento (dependendo do tamanho do vídeo), será possível assistir aos vídeos sem quebras ou freezes, pois parte do vídeo já se encontra na memória do PC. Para vídeos ao vivo e programas de rádio isso não é possível, pois não há como realizar o buffering de algo que ainda não existe! Falhas na conexão com o provedor, entre outros eventos ou problemas nos diversos sistemas que compõem a Internet, também podem comprometer o funcionamento e qualidade dos vídeos recebidos da rede. O problema de falhas na conexão da Internet são mais fáceis de diagnosticar em equipamentos mais novos e com os softwares bem instalados. Em máquinas antigas em que os vídeos nunca funcionaram convenientemente, é mais difícil realizar o diagnóstico, pois o baixo desempenho da máquina ou falhas nos softwares pode mascarar um possível problema de conectividade. No entanto, quando existe um problema de conexão com a rede (cabos, rede interna, modem, etc.), o problema geralmente persiste quando se está navegando pelos sites da Internet, enviando e-mails, entre outras tarefas mais comuns que envolve somente a manipulação de dados mais simples e texto.
  5. Sistema Operacional. Apesar de todos os sistemas operacionais atuais estarem aptos a rodar audio e vídeo, é bom lembrar que algumas versões mais antigas sempre terão restrições ao funcionamento. Sistemas muito antigos como o Windows 95, versões Linux e mesmo os Mac OSs com mais de 5 anos encontrarão dificuldade em rodar aplicações de vídeo mais atuais, como os sites de vídeo da moda. É recomendável ao menos, versões de Sistemas Operacionais com no máximo 5 a 7 anos de atualização. Estamos levando em conta o sistema mais utilizado – o Windows XP, que está no mercado há 7 anos, mas tem evoluído com diversas atualizações desde então. Sistemas Linux e Mac são mais sensíveis em relação às atualizações, e devem estar atualizados com uma média de 5 anos – mas variando de caso a caso. Como Linux e Mac passaram por grandes mudanças nos últimos anos, é mais complexo tratar o assunto relativo aos requisitos mínimos. Devido às particularidades, estamos analisando períodos em relação às versões – para facilitar a compreensão. Um exemplo claro, é a relação do plugin mais utilizado para vídeo atualmente: o Flash. A grande maioria dos sites de vídeo trabalham atualmente com o formato Adobe Flash. Como o Flash está “de certa forma” se tornando um padrão, muitos avanços tem ocorrido no software. Muitos destes sites necessitam para rodar seus vídeos o plugin Flash da versão 8 em diante (até a 9.x – mais recente). Como o Mac OS 9.x (a versão mais antiga do SO da Apple antes da atual) só tem disponível suporte Flash até a versão 7 do referido plugin, muitos sites que requerem o plugin nas versões mais recentes não irão funcionar. Este é um simples exemplo de como a obsolescência do Sistema Operacional pode inviabilizar rodar aplicações mais atuais. Antes de tentar ressuscitar sistemas muito antigos para rodar aplicações multimídia, procure pesquisar e se informar ao contrário de ir atualizando e instalando tudo de novo que está disponível. Este cuidado poupa trabalho, tempo, dinheiro e diminui uma grande possível frustração – principalmente se estiver com o interesse em adquirir um equipamento muito antigo para rodar aplicações mais novas | Fique esperto e não perca tempo e nem dinheiro ;)
  6. O espaço no Hard Disk pode variar bastante, mas recomendamos ao menos de 3 a 4Gigabytes para uso do sistema operacional e como área de buffering. Com até menos de 1Gbyte funciona bem, mas começa a comprometer a performance do sistema operacional, principalmente se for Windows 98 em diante. Para sistemas Linux, o mesmo se aplica. Para o Macintosh, recomendamos uma quantidade de 4 ou mais Gigabytes livres – dependendo da máquina, versão do sistema operacional, velocidade da máquina, etc.
  7. Ter o browser convenientemente instalado e funcionando perfeitamente. A grande maioria (mais de 90%) das aplicações de streaming video são produzidas para a utilização no navegador de Internet, como o Internet Explorer, Firefox, Opera e Safari da Apple – que são os mais comuns e mais utilizados. Como dica, recomendamos a utilização do Firefox, por ser um dos navegadores mais leves e mais estáveis atualmente. O Mozilla Firefox já suporta a grande maioria dos plugins necessários para a utilização de vídeo, como o Adobe Flash, Real Player, Quicktime da Apple, DivX, WMV e demais plugins comuns ao uso do streaming. Além disso, o Firefox garante maior segurança quando necessário acessar sites menos conhecidos – que podem conter vírus, código malicioso embutido na página e instalação de plugins automatizados, que são mais comuns de serem introduzidos no browser da Microsoft – o famoso Internet Explorer. O Opera e o Safari também são ótimas opções alternativas ao IE da Microsoft. O Safari da Apple é utilizado por padrão no Macintosh, e já tem uma versão disponível para Windows. O Firefox e o Opera possuem versões multiplataformas: para UNIX, Linux, Macintosh e outros dispositivos móveis: celulares, PDAs e outros gadgets. Um dos problemas mais comuns que ocorre nos computadores com Windows, é quando o Internet Explorer funciona para a maioria dos sites, mas não para a execução dos vídeos. Uma solução comum para a maioria dos casos, é realizar a instalação do navegador Mozilla Firefox e posteriormente instalar os plugins mais comuns, como o Flash Player, Java, Quicktime, Real Player e Windows Media Player. Após a instalação destes componentes e executar o reboot do computador, você terá um novo ambiente de navegação para poder acessar e assistir os sites com conteúdo de vídeo. Mas lembre-se: os outros itens relativos aos requisitos mínimos devem estar em conformidade, pois nada garante que a simples instalação do Mozilla Firefox irá resolver todos os problemas. Outro fator importantíssimo é a integridade do Sistema Operacional. Se o Windows, Linux ou qualquer outro SO estiver com um ou mais problemas, como instabilidade, lentidão ou a suspeita da existência de vírus ou adwares, estes sintomas devem ser resolvidos primeiramente antes da instalação do Mozilla ou qualquer outra alternativa para se tentar consertar o problema somente com a instalação de novos itens.
  8. Ter os plugins e codecs necessários instalados no sistema operacional e vinculados ao browser/navegador. Exemplificando, vamos citar a instalação do Quicktime da Apple. Para poder assistir a vídeos em formato Apple Quicktime via streaming, é necessário ter o plugin e o respectivo codec instalados no PC. Para que isso seja possível, vá até o site da Apple – www.apple.com.br e click em Downloads na parte superior do site. Na página de downloads, procure o download do Quicktime e baixe-o na sua máquina (este exemplo é para os sistemas Windows 98 em diante). Depois faça a instalação, com um duplo click no arquivo baixado. Escolha as opções padrões de instalação e finalize. Neste procedimento, além de instalar o codec do formato Quicktime, a instalação também realizou a configuração do plugin no browser instalado. Se você possui o Firefox, digite na janela about:plugins e será mostrado o plugin instalado nesta lista. Para testar, acesse este link do site da Apple – http://www.apple.com/trailers e escolha um dos trailers disponíveis para assistir. Para a instalação de outros plugins, o processo é mais ou menos semelhante. Se você não sabe quais os plugins necessita, citamos uma breve lista dos formatos mais comuns:
  • Adobe Flash e Adobe Shockwave players – http://www.adobe.com/br/downloads/
  • Apple Quicktime – http://www.apple.com/br/downloads/
  • Real Player – http://www.realnetworks.com.br
  • Windows Media Player (já vem instalado por padrão nos Windows – desde a versão 98)- http://www.microsoft.com/windows/windowsmedia/br/player/11/default.aspx
  • DivX – http://www.divx.com
  • Plugin Java (utilizado muitas vezes em paralelo aos outros plugins) – http://www.java.com/pt_BR/

Para os sistemas Linux, irá depender muito de cada distribuição, pois os desenvolvedores implementam seus plugins das mais variadas formas, já que não existe um padrão definido na contrução da distribuição. Se você possui uma das novas distribuições vindas com os computadores desktops e notebooks de baixo custo vendidos nos grandes magazines, será necessário em primeiro lugar, entrar no site da distribuição ou pedir auxílio ao fabricante do computador. Muitas distribuições já implementam estes plugins e codecs (os mais comuns) junto ao sistema operacional. Por exemplo, temos na versão brasileira Kurumin (baseada no sistema Debian), onde alguns dos plugins, como o Flash e o Java já vem pré instalados. Para o caso do Ubuntu ou openSUSE, a maioria dos plugins devem ser instalados “na mão” ou através dos aplicativos de instalação – como o YasT – no caso do SUSE. Mas não tenha medo: comece verificando através da dica anterior, utilizando o comando about:plugins do Firefox para saber quais os plugins estão disponíveis no seu sistema operacional. A maioria das distribuições Linux usam o Firefox como browser padrão. O mesmo é válido para os sistemas UNIX (IBM, HP, Sun e BSDs, que também possuem os respectivos plugins para suporte de audio e vídeo).

Nos sistemas Macintosh mais atuais, os processos são mais transparentes e automatizados. Serão necessárias as instalações dos plugins menos comuns – como por exemplo o DivX, que já possui versão disponível para download. Temos de lembrar que o Macintosh nasceu pronto para o audio e vídeo, e estão à frente dos PCs nesta área :)

Como falamos acima em relação aos requisitos mínimos, devemos então pensar que, para garantir o funcionamento do vídeo, não devemos utilizar o computador para mais do que duas ou três tarefas, ou seja, programas abertos simultaneamente no computador. Assistir o vídeo enquanto se escreve um documento ou usar uma planilha pequena e simples, ou mesmo procurar alguma informação na Web, são permitidos na maioria dos casos. Manipular diversos softwares (mais de 3) ou mesmo aplicações gráficas, com certeza, irá comprometer toda a performance do sistema. Congelamento, travamentos e corte momentâneo do som são sintomas comuns quando o Sistema Operacional começa a dar sinais de fatiga por falta de recursos (memória RAM utilizada por completo, disco em uso constante, processador chegando próximo a 100% de uso) são os fatores principais que afetam o desempenho do vídeo rodando em modo streaming.

Os codecs e plugins utilizados na reprodução de vídeo via streaming são os mesmos que serão usados para as webradios (rádios via Internet), pois as webradios são desenvolvidas utilizando as mesmas tecnologias e programas utilizados na reprodução dos sistemas de vídeo online.
Atualmente, uma nova safra de tecnologias e seus respectivos plugins estão despontando no mercado. Um dos exemplos mais conhecidos (excluindo-se os mais famosos), é o sistema DivX. O DivX é um formato proprietário de vídeo de alta comppressão e qualidade bastante utilizado para a compressão de filmes e séries baixados na Internet atualmente. Além dos arquivos de filmes, séries e outros tipos de vídeo em formato DivX, ele também é utilizado em modo streaming. Um dos sites mais conhecidos e patrocinado pela empresa DivX – o Stage6.com possui diversos vídeos neste formato que podem ser vistos através do seu browser. Para instalar o plugin DivX é necessário entrar no site divx.com e fazer o download da última versão do pacote gratuito, que além de trazer o respectivo codec e plugin, também fornece alguns extras como um player especializado para rodar arquivos no formato DivX. DivX está disponível para Mac, Linux e Windows, além de alguns gadgets como celulares e PDAs. Um detalhe importante em relação ao DivX: para rodar vídeos em formato DivX, será necessário computadores mais atualizados e com recursos acima dos requisitos mínimos. Ocorre que este formato necessita de mais recursos para processar os arquivos de vídeo, demandando mais capacidade de processamento – e por conseguinte, mais recursos, principalmente em relação ao software.

Para quem utiliza o Linux ou algum dos seus parentes diretos – como o FreeBSD, é muito comum a utilização do MPlayer. O Mplayer é um player multiformatos ou “Multiple Player” que vem instalado em muitos sabores Linux. O MPlayer tem como principal diferencial a sua flexibilidade e robustez. Para auxiliar a tocar as principais mídias em modo streaming, o MPlayer também implementa um plugin junto aos principais browsers – o que facilita o trabalho de reproduzir audio e video em modo streaming nas plataformas oriundas do UNIX. Veja mais em http://www.mplayerhq.hu e maiores informações também disponíveis no Guia do Hardware em http://www.guiadohardware.net

Hardware e Software para assistir arquivos de vídeo obtidos via Download

Os requisitos mínimos colocados acima servem em grande parte para as duas formas mais comuns de se assistir vídeos via Internet: através do streaming video e do processo de download.

Entretanto, quando nos focamos no processo de download, o cenário pode mudar bastante, dependendo do caso.

Em grande parte dos casos, os downloads de vídeo vem passando por uma série de mudanças em poucos anos. A popularização dos downloads de vídeo se inicia por volta de 2003, quando começam a surgir em diversos sites, vídeos com duração de 3 a 10 minutos (de 5 a 20Mbytes em média) disponibilizados geralmente nos formatos Windows Media Player, Real Player e alguns outros em Quicktime. Eram trailer de filmes, comerciais ou vídeos caseiros que as pessoas podiam baixar nas conexões de banda larga ou mesmo através das conexões via telefone. Devido ao pequeno tamanho dos arquivos e dos recursos ainda modestos dos codificadores de vídeo, somente estes tamanhos de arquivos eram viáveis de serem enviados de um ponto a outro. A partir do desenvolvimento dos codecs da família MPEG-4, da criação do protocolo BitTorrent e da popularização da banda larga em nível mundial, o cenário se alterou bastante. Downloads de 100Mbytes a 1Gbyte estão ficando comuns, apesar de sobrecarregarem a net ;)

No entanto, para se beneficiar destes novos recursos, é necessário ter à mão uma máquina mais atualizada e potente. Para rodar arquivos DivX e MPEG-4 – que são os formatos mais utilizados atualmente, há a necessidade de microcomputadores com processadores de pelo menos 1GHertz de clock, além de 256Mbytes de memória (no mínimo). Além disso, novos recursos como o HD (High Definition) estão sendo utilizados cada vez mais nos arquivos disponibilizados para download. À medida que mais e mais detalhes são disponibilizados nos vídeos e a qualidade vai aumentando, mais recursos de hardware “principalmente” são necessários. Se você não deseja baixar as séries da TV americana ou os filmes disponibilizados pelo sistema de troca BitTorrent, um computador de configuração mais modesta irá lhe servir. Há casos em que a pessoa só deseja baixar vídeos curtos e em formato Flash (do Google Video, por exemplo), daí a quantidade de recursos poderá ser próxima aos requisitos colocados anteriormente para assistir vídeos via streaming.

Para os casos em que a pessoa deseje armazenar os vídeos em seu Hard Disk, recomendamos máquinas com pelo menos 80Gbytes: e com 60Gb livres. Para os mais compulsivos, é recomendado um gravador de DVD multiformatos, que permite gravar os vídeos em vários tipos de mídia – de acordo com necessidade e espaço utilizado por cada programa. Em média, é possível gravar 4 vídeos de 2 horas cada (em formato DivX) em uma mídia comum de DVD de 4,7Gbytes.

Placas de vídeo de pelo menos 64Mbytes de RAM e chipsets mais atuais são também recomendáveis. Para equipamentos Macintosh, é praticamente impossível utilizar versões anteriores a do Sistema Operacional Mac OS X (10.3 e superiores) e processadores PowerPC G4 de pelo menos 600MHertz – para reprodução de vídeos em DivX, MPEG-4 ou equivalente. Para os sistemas Linux, recomendamos o mesmo hardware citado acima (para PC), e distribuições mais recentes que fazem uso do Kernel 2.6, interfaces GNOME da família 2.x ou KDE 3.x. Outras interfaces gráficas também são suportadas, mas GNOME e KDE são as mais utilizadas. Uma dica interessante para Linux que estamos testando e que já vem praticamente pronta para uso é o Linux Mint. O Mint na versão 4.0 não decepcionará nem os mais fanáticos utilizadores do Windows, pois é bastante completo e amigável, além de ser leve e vir com boa parte dos recursos de multimídia instalados. Ele é baseado na distribuição Ubuntu, possuindo uma grande quantidade de softwares prontos para serem utilizados da sua matriz – o próprio Ubuntu.

Com esta coletânea de informações em relação aos requisitos, podemos além de assistir aos diversos tipos de vídeos baixados, ter os softwares mais utilizados para tal fim, como:

  • Players de vídeo: Real, Quicktime, MPlayer, etc.
  • Software cliente BitTorrent – em http://www.bittorrent.com
  • Conjunto de softwares de gravação de CDs e DVDs: Nero, EasyCreator, entre outros
  • Outros utilitários para a conversão de arquivos, como o Plato DVD Creator
  • entre outros utilitários, que você poderá baixar em http://baixaki.ig.com.br ou http://www.download.com (o download.com possui programas para Linux e Mac OS)

Bom, vamos ficando por aqui nesta terceira parte da série. Se alguma dúvida ainda permaneceu no ar ou caso deseje comentar o artigo ou mesmo, enviar mais alguma dica ou informação, fique à vontade. Este é um assunto/tópico em constante mutação. Uma série de outros recursos e informações poderão complementar este post. No entanto, este foi um apanhado geral em relação às necessidades da grande maioria das pessoas. E lembre-se que: além dos recursos de hardware citados aqui, uma grande parte do trabalho é realizado pelo Sistema Operacional e os demais softwares instalados. Para se obter os melhores resultados em relação ao que se tem disponível, é sempre necessário possuir o sistema íntegro, leve, atualizado (dentro do possível) e livre de vírus e demais pragas eletrônicas.

Para finalizar, vamos curtir este vídeo clipe de Rock and Roll de 1958 com Gene Vicent – diretamente do site Hallmark Channel. Obs: Este vídeo está codificado no formato Flash e disponibilizado em streaming video.

 

A parte 4 da série já está disponível. Para acessar, dê um click na categria WebTV e WebRadio e você verá todos os posts da série.