Como assistir TV e vídeos no computador – parte 6

mac-mini-mediacenterPor que fazer downloads?

Se você é novo no mundo do audio e vídeo pela Internet, já deve ter ouvido as pessoas falarem sobre o download de vídeos. Tal como geralmente acontece com os arquivos de música – os famosos MP3 baixados de diversas maneiras via programas e sites, os vídeos são baixados de sites e servidores “quase” da mesma forma, mas com formatos diferentes e usando programas e técnicas ligeiramente diferentes.

Simples introdução

Os arquivos de vídeo são por sua essência de tamanho muito maior que os arquivos de audio. Uma hora (o período de 01 hora) de um arquivo compactado de audio possui em média o tamanho de 50Megabytes, enquanto um arquivo de vídeo compactado em formato MPEG-4 (a codificação padrão mais eficiente utilizada atualmente), terá o tamanho de 300Megabytes (vídeo + audio) – ou seja,  o tamanho é aproximadamente 6 vezes maior que o arquivo de audio.

Apesar do avanço na compactação dos arquivos de vídeo com as novas técnicas atuais, um filme de 2 horas de duração em resolução padrão ocupa pelo menos 600 Megabytes, ou seja (1 CD de 700 Mbytes ou até 7 filmes em um DVD de face simples de 4,7Gbytes), utilizando o formato MPEG-4 ou suas variantes, como o formato DivX.

Temos atualmente vários prós e contras com relação aos downloads de vídeo pela Internet. Felizmente os prós sobressaem os contras, pois é cada vez mais predominante o vídeo via Internet e as várias possibilidades que essa mídia possibilita. Entre os prós e contras podemos citar:

Prós:

  • Diversidade de material disponível, e de fácil acesso, jamais imaginado antes
  • Melhoria na qualidade – tanto de produção, quanto de distribuição
  • Uma quantidade de vídeos de qualidade é cada vez mais acessível ao grande público
  • Ferramentas facilitam recuperar e reproduzir de maneira cada vez mais simples os arquivos de vídeo
  • Os arquivos estão cada vez menores, mantendo ou aumentando a qualidade dos vídeos
  • Nunca foi tão simples e barato produzir vídeos domésticos e profissionais “em casa”, com equipamentos de preço acessível

Contras:

  • Ainda não existe uma padronização “de fato” nos formatos de vídeo
  • A pirataria foi facilitada devido a uma série de facilidades: desde a troca de arquivos, até os equipamentos e softwares que permitem tudo
  • Arquivos de vídeo podem conter vírus e outras pragas, principalmente nos formatos da microsoft, como o WMV
  • A indústria não encontrou uma maneira eficiente de distribuir material de qualidade a preços acessíveis e de fácil entendimento e manipulação para todas as pessoas
  • Os equipamentos digitais ainda estão sendo adaptados para tal fim, existindo grandes desafios para a criação de uma indústria democratica, eficiente e que rentabilize as partes envolvidas sem detrimento da qualidade e da facilidade de distribuição

São apenas alguns tópicos que podemos observar dentro do crescente mercado do vídeo digital. Na verdade, o download é apenas uma das etapas de distribuição – seja de forma legal ou ilegal.

As possibilidades para baixar arquivos de vídeo

Atualmente são inúmeras estas possibilidades de realizar o download de arquivos de vídeo. Desde as redes Torrent (torrent é um protocolo de transferência de arquivos) até simples plugins adicionados ao browser (principalmente para o Mozilla Firefox), permitem realizar downloads de vídeos, mas com foco diferenciado.

Além disso, há sites com conteúdo legal e também ilegal com milhares de vídeos que podem ser baixados diretamente – com a necessidade de programas especiais (como os Torrents) ou mesmo com a adição de plugins para os browsers. Nossa intenção não é ensinar como realizar o download dos conteúdos, mas explicar o cenário atual do que está acontecendo na Internet.

Como o Medialess se presta a mostrar sempre as possibilidades legais do mercado, vamos mostrar a você as tecnologias mais utilizadas por trás de cada modelo de download relacionado aos vídeos.

  • Via browser (FTP simples) – geralmente é disponibilizado um link para baixar o conteúdo. Veja este exemplo do site da Mônica, onde pode-se baixar legalmente parte de um desenho – http://www.monica.com.br/videos/clips/v-monico.avi – esta é a forma mais direta e simples. Este vídeo está no formato AVI puro.
  • Via plugins para bowser - os plugins são programas aditivos que adicionados ao browser permite expandir as possibilidades. Um exemplo é o plugin para o Mozilla Firefox chamado DownloadHelper. Ele permite que vídeos disponíveis em diversos sites do tipo YouTube possam ser extraídos e salvos em formato de arquivo para outros usos. Existem outros plugins de diversos tipos e para outros browsers (como o IE), que você poderá consultar através dos mecanismos de busca. Outra possibilidade é utilizar o Real Player que na versão mais atual permite extrair arquivos de vários sites de vídeo, que poderão ser reproduzidos no formato do Real Player.
  • Via redes P2P e Torrent – apesar de muito eficientes, estas redes disponibilizam em sua maioria vídeos ilegais e grande quantidade de material pirateado. Poderia ser uma vantagem para a indústria, mas se transformou na maior dor de cabeça de todos os tempos para o mercado em geral. Para saber um pouco mais sobre a face ilegal dos arquivos baixados via o protocolo Torrent, veja este link no site do Ministério da Cultura.
  • Via sites de venda de arquivos – Iniciativas como a Saraiva digital está permitindo que sites e portais comecem a disponibilizar filmes e outros materiais para download por meio de aluguel ou compra. Com o tempo poderemos ver outras iniciativas semelhantes que começarão a oferecer material legalizado a preços convenientes e com qualidade. Infelizmente ainda são quase inexistentes as opções, mas acreditamos que com o tempo e através das novas soluções que forem surgindo, o download ilegal possa ser massacrado por downloads legais de qualidade a preços competitivos e com material de ótima qualidade: contando com a possibilidade de assistir estes arquivos em qualquer equipamento – desde um player de vídeo portátil, até o televisor da sala!

O problema maior se dá mesmo com relação aos Direitos Autorais, ou seja, com a produção de filmes, documentários e séries. Vídeos relativos a video-clipes, trillers de filmes, produções domésticas, curtas metragens, entre outros materiais sem direitos autorais, promocionais ou utilizando licenças livres, podem ser baixados sem problemas e não comprometem a indústria e os salários de quem produz estes conteúdos.

Formatos dos arquivos de vídeo

Este é ainda um assunto indigesto e complexo. São diversos os formatos disponíveis para a produção dos arquivos, que vão desde o formato da Microsoft (como o WMV), até o mais promissor até o momento – o Matroska, que na verdade não é um formato de vídeo, mas um container que poderá servir de padronização para a indústria de vídeo digital.

Felizmente existem os conversores de formato de vídeo, que permitem converter, por exemplo, um vídeo no formato WMV para MPEG. As ferramentas de conversão ajudam, mas a confusão é grande e gera muitos problemas nos bastidores. Para quem deseja trabalhar mesmo com vídeo ou ter ferramentas mais adequadas – mesmo que seja por hobby, o bom mesmo é ter aplicativos profissionais que fazem as tarefas ficarem mais simples. Há uma série de ferramentas gratuitas, mas quase sempre fazem o trabalho pela metade.

Os formatos mais comuns são:

  • WMV (Windows)
  • MPEG-2 (DVD comercial – arquivos VOB) e também como arquivos em mpg
  • MPEG-4 (nativo, Apple Quicktime e outras variações)
  • AVI (puro ou como container para outros formatos)
  • FLV (Flash Video) – utilizado na maioria dos sites de vídeo, como YouTube, Metacafe, entre outros
  • DviX – uma variação do MPEG-4 patenteado pela empresa DviX, que está se tornando um padrão para equipamentos que rodam mídias digitais – como DVD players,TVs finas com entrada USB, aparelhos celulares, entre outros equipamentos
  • Real – arquivos com diversas extensões, como rm, rv (estes vídeos rodam apenas com o tocador da Real ou com os codecs apropriados

Os formatos e extensões de arquivos estão ligados a uma denominação comum a todos os vídeos em formato de arquivo, que são os CODECs. Os codecs são nada mais do que os elementos de software que permitem que um determinado formato de vídeo seja interpretado por um tocador (player), um conversor, um editor ou qualquer dispositivo de hardware ou software possa entender o formato do arquivo para poder abri-lo e reproduzi-lo na sua totalidade. Podemos citar por exemplo o codec da Real, o qual devidamente instalado em um Sistema Operacional (como o Windows) permita que o tocador da Real (ou mesmo outro) possa entender que aquele arquivo que possui o “código” da Real e permita ser reproduzido na sua totalidade.

Apesar da facilidade em termos do avanço dos programas, formatos, qualidade e mesmo na compactação dos vídeos, o mais interessante seria que todo o conteúdo utilizado somente para reprodução pudesse mesmo ficar disposto nos diversos servidores devidamente configurados para esta finalidade. O espaço e a complexidade para se manipular vídeos é grande e dispendioso para se baixar tudo o que as pessoas desejam ter. As diversas empresas envolvidas com a disponibilização de vídeos tem de encontrar formas de padronizar, organizar e disponibilizar suas mídias para sempre em seus servidores, permitindo que as pessoas acessem o conteúdo sem se preocupar com os detalhes, com o espaço e toda a complexidade por trás do mundo dos vídeos através da Web. O mundo ideal é: encontrar e reproduzir! e poder reproduzir quantas vezes desejar – sem se preocupar em baixar, organizar e se preocupar com a grande quantidade de espaço requerido pelos vídeos.

A parte 6 deste post fica por aqui! Em breve estaremos indo para a parte 7 da série com mais novidades. Se quiser discutir ou mesmo complementar com esta sexta parte da série, utilize o formulário abaixo e faça o comentário.

Esta entrada foi publicada em Arquivo e marcada com a tag , , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link permanente aos seus favoritos.