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Um documentário sobre o mundo das BBS

radio shack and modemEm um nem tão remoto tempo atrás, ou seja, antes da existência comercial da Internet, havia algumas centenas (acho eu) redes de computadores mundo afora criadas e mantidas por visionários e pré empreendedores (como o caso do nosso Mandic) possibilitou que uma geração de estudantes, curiosos, técnicos e alguns bem abonados com dinheiro para gastar em alguma coisa diferente comunicar seus computadores pessoais para trocar informações nestas “redes particulares”

Sem TCP/IP, redes Ethernet e com velocidades entre 75 e 2400 bits por segundo (extremamente inferior ao que temos hoje), algumas pessoas começaram a acessar estas redes por meio da rede telefônica analógica, ou seja, utilizando modems que hoje são peças de museu, mas que na época eram peças extremamente caras para alguns pouco mortais terem em suas casas.

Eu mesmo só tive a oportunidade de me conectar em pelo menos 3 BBSs com um modem emprestado da empresa onde trabalhei, pois a matriz da empresa mandou algumas unidades para São Paulo e um dos modems ficou sem uso. Meu chefe permitiu que eu levasse o tal equipamento eletrônico para casa e  usá-lo enquanto o equipamento não estivesse sendo usado.

Graças a ele (obrigado Marcelo!) eu consegui no início da década de 90 com um Apple 2 da CCE (o Exato) e também um PC-XT montado com partes vindas do Paraguai acessar o Mandic e mais duas BBS que já não lembro os nomes, além do Videotexto que ainda estava sendo disponibilizado pela Telesp de São Paulo. O modem era um Parks externo de grandes dimensões e com uma porta serial assíncrona de 25 pinos (a famosa DB-25)

Um site e um documentário sobre as BBS

Pesquisando alguns temas para falar aqui no Medialess na sessão de Clássicos, me deparei com o site http://www.bbsdocumentary.com/ e logo encontrei o assunto deste post que estou escrevendo.

Naveguei em apenas algumas partes do site e achei extremamente interessante a idéia de criar um histórico do mundo das BBSs. Este assunto parecia estar esquecido, mas graças à Internet e pessoas com o mesmo instinto de preservação que eu (sou parte da fundação do miti), felizmente esta história irá se perpetuar no ciber espaço e depois em entidades e museus como o miti.

Fica então um pouquinho da minha história de conexão com o mundo das “Bulletim Board System” e a dica deste site, que além do documentário e outras informações traz uma série de programas resgatados que foram utilizados e estão disponíveis para baixar.

E já vislumbro uma BBS montada nas instalações do miti – aguardem os novos posts!

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